quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

EU E O MUNDO

Às vezes fico pensando... Por que é tão difícil as pessoas conviverem com as diferenças? Seja de sexo, cor, opinião... Por que opinar em tudo, polemizar tudo? Será que o melhor não seria simplesmente...respeitar? Onde está escrito que DEVEMOS seguir este ou aquele PADRÃO??? Ninguém foi criado com as mesmas condições, do mesmo modo, pela mesma família, ao mesmo tempo. Entre irmãos já notamos diferenças, imagine entre desconhecidos: amigos, jovens casais, colegas de trabalho... Muitas vezes observo uma luta para que esta ou aquela opinião ou comportamento seja acatado. Pra que lutar? Não dá simplesmente para decidir se isso ou aquilo é bom pra você? E se você achar que não é, também não é necessário brigar, já que temos a mais poderosa das armas: o livre arbítrio. Creio que uma grande parte das pessoas perde tempo tentando provar coisas a si mesmas e aos outros. Falta reconhecimento de suas próprias capacidades, virtudes, qualidades e defeitos. Quem presta atenção em si mesmo de modo amplo não egocêntrico, não perde tempo nessa vida que é muito boa pra se viver e está aí, na nossa cara, todos os dias. Eu acredito que mesmo com diferenças a convivência pode ser vivida, sentida e sobretudo benéfica. A foto acima é um exemplo que vejo todos os dias em minha casa, de seres que simplesmente vivem e transmitem amor e paz, sem se preocuparem com o que os outros vão pensar. Animais, assim como nós.

SELINHO II - A MISSÃO

Mais um selinho dado pela Cami!

1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”.

2- Poste o link do blog que te indicou.

3- Indique 10 blogs de sua preferência.

4- Avise seus indicados.

5- Publique as regras.

6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.

7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.8- Só vale se todas as regras acima forem seguidas!!!!

Acrescenteo os links abaixo para vocês clicarem e conhecerem esses blogs MANEIROS! Blogs Maneiros:

- http://www.myspace.com/ogrossodabossa

- http://blogsophieloren.blogspot.com/

- http://paisagenseriscos.blogspot.com/

- http://rafaelcsoares.blogspot.com/

- http://reginabolico-amoraosanimais.blogspot.com/

- http://chris-detudoumpouco.blogspot.com/

- http://spleen-rosachumbo.blogspot.com/

- http://elainegaspareto.blogspot.com/

-http://cadinhoroco.blogspot.com/

- http://oqueiroz.blogspot.com/

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

SELINHO

Presente da CAMI! Regras deste selo: Esse é o Troféu do Amigo!! Esses blogs são extremamente charmosos.Esses blogueiros têm o objetivo de se achar e serem amigos.Eles não estão interessados em se auto promover.Nossa esperança é que quando os laços desse troféu são cortados ainda mais amizades sejam propagadas.Entregue esse troféu para oito blogueiros(as) que devem escolher oito outros blogueiros(as) e incluir esse texto junto com seu troféu!!
- EU COMIGO MESMO
- ASAS NOVAS
- AMOR AOS ANIMAIS
- UM CARA DE TRINTA
- PENSANDOUT
-DON'T WAY TO LONG
- ALÉM DA RUA ATELIER
- AVESSO DO AVESSO II

domingo, 25 de janeiro de 2009

SAMPA

Hoje é aniversário da cidade de São Paulo, minha amada SAMPA, mesmo com todo o trânsito, poluição, problemas, violência, mas a cidade onde nasci e vivo. Lembro que quando eu era adolescente, a garoa fininha presente em tantas músicas ainda existia.Neste momento cai uma chuva torrencial lá fora e me lembro que alguns bairros costumam alagar, acarretando prejuízos de todo tipo. Se fosse um dia de semana, somaríamos à chuva, o trânsito que se tornaria ainda mais caótico. Andando em algumas ruas podíamos ainda ver alguns trilhos de bonde que outrora cortavam a cidade e que resistiam por baixo de pedaços de asfalto.Em alguns bairros, moradores colocavam suas cadeiras na calçada e conversavam tranquilamente. Não acredito que ainda existam bairros onde isso seja possível, pelo menos na maior parte do tempo... Feriados: os paulistanos que ficam costumam agradecer a tranquilidade que paira em toda a cidade. Aqui existe o famoso Bauru do Ponto Chic, o Largo do Arouche, a Paulista, o Viaduto do Chá, o MASP, o Parque Ibirapuera, os teatros, os inúmeros cinemas (recentemente um deles foi inaugurado com uma tela de 16m!!!), os bares e restaurantes maravilhosos, onde ainda se faz amizade com o garçom, o chapeiro, o cozinheiro, com a mesa ao lado... E a música? Chorinho, samba canção, pagode, ensaio de escolas de samba, jazz, rock, MPB da melhor qualidade, não é Poeta? Triste é ver lixo no chão jogado por pessoas que geralmente moram em regiões alagadas por um temporal igual ao que vejo agora da janela, numa cidade que já produz sozinha quinze toneladas de lixo por dia... Triste é ver alguns motoristas arrogantes não respeitarem a faixa de pedestres, o semáforo, a seta, os idosos. Triste é não se interessar por coisas de sua cidade. Não saber que aqui existem locais quase intocados, como alguns trechos da Serra da Cantareira, da Serra do Mar... Bonito é ir ao Horto Florestal, ao Zoológico... ah, o Zoológico! Para quem ama os animais como eu, esse é um passeio inesquecível!!! Todos ou quase todos os espécimes do mundo animal estão lá! Dá pra imaginar você ir do Ornitorrinco ao Hipopótamo em minutos??? Bonito é dia de Sol no parque, na represa, na praia... Claro, tem os shoppings! Mas neles a beleza da cidade é artificial, comercial, longe do brilho da Av. São João da música do Caetano... Tenho saudade de muitas paisagens que não mais existem, principalmente onde moro, bairro em grande transformação comercial e habitacional. Praças foram substituídas por edifícios gigantes, espelhados. Mas um parque foi criado, escolas foram construídas, as calçadas melhoradas, novas opções de lazer surgiram. Não dá mesmo para termos tudo nessa vida. Li um artigo estes dias que dizia mais ou menos assim: “Tantos pais ficam preocupados em deixar um mundo melhor para seus filhos mas poucos se preocupam em deixar filhos melhores para cuidar do mundo, esse mundo que insisto em chamar de NOSSO. Creio que um texto excelente para fechar com chave de ouro o meu, se encontra no Blog da minha querida amiga Maria Augusta – Anjos para Adoção. Fica a sugestão e meu pedido para que todos vocês cuidem aí do seu pedacinho de chão, dos animais, das plantas, da sua rua, da sua cidade, em qualquer lugar desse mundo. Só assim podemos nos tornar pessoas melhores.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

ALMOÇO

Outro dia observava uma mesa num restaurante onde estavam o casal e dois filhos. Um deles tinha por volta de quatro anos e o outro, uns seis meses. Este último estava o tempo todo no colo da ... babá. Toda vestida de branco, num canto da mesa, um pouco distante das outras pessoas, cuidava do bebê. Dava papinha, limpava a boquinha, suquinho, uma fruta amassada, para logo a seguir se encaminhar com o bebê no colo para o banheiro do restaurante. Claro que sabemos com qual finalidade (Não, não era afogar o bebê ou seqüestra-lo – ele voltou são e salvo minutos depois). Enquanto isso, os pais discutiam sobre a crise mundial, o valor das contas, a escola do garoto mais velho e este, desenhava com um estojo gigante de lápis de cor na toalha branca de papel que cobria a mesa. A babá voltou e ninguém – nin-guém – havia dado a falta dela e da criança. E tampouco a viram sentar novamente reclusa na ponta da mesa. A pele negra reluzia de suor e seus olhos demonstravam cansaço. Talvez a criança tivesse dado algum tipo de trabalho na troca da fralda, quem sabe? Ou somado a isso, outros problemas lhe assomavam a mente. Pensei na Princesa Isabel e no esforço que teve ter sido a proclamação da Lei Áurea. Por que me lembrei disso? Porque ainda hoje estamos cercados por sinhás, sinhôs de engenho, sinhozinhos e sinhazinhas. A única diferença é que os escr..., ops, empregados e funcionários tem “liberdade” para voltarem e terem suas próprias casas. Tem liberdade?

domingo, 18 de janeiro de 2009

CURTA

Não adianta olhar pra dentro se não me reconheço.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Medos

Tenho o privilégio de morar próximo a um cinema que em sua volta tem uma praça de alimentação ao ar livre. Considero lá um lugar mágico, porque a poucos passos de ruas movimentadíssimas, dentro de um centro comercial com grande fluxo de pessoas, existem árvores, bancos de madeira, rodeado por um pequeno corredor no chão que termina num espelho d’água, com aquele barulhinho de cachoeira. Como no local também existe uma filial de uma grande livraria, sempre que posso dou uma escapadela até lá. Num dia desses, saí do cinema após assistir “A Troca” e sentei num dos bancos à sombra de uma árvore para tomar um café e organizar os pensamentos pós-filme. Fiquei pensando em como deve ser difícil ter pessoas queridas que desaparecem – tema do filme – sem deixar o menor indício de como, onde e o que é pior: porque. Já conheci moradores de rua que eram pessoas como eu ou você, com casa, família, vida estabilizada e um belo dia simplesmente deram as costas a tudo isso e mais um pouco em troca de uma única coisa: a liberdade. Você pode se perguntar: “Liberdade? Mas passar necessidades na rua é sinônimo de liberdade?” – E eu rapidamente respondo: “Sim, é.” – Para muitas pessoas a vida familiar nada mais é que uma prisão. Algumas atitudes às vezes são difíceis de ser entendidas por quem não vive esta ou aquela situação, como o suicídio, a troca de identidade, dentre outras. Ir morar na rua passa a ser melhor opção do que agüentar determinadas pessoas ou situações. Mais uma vez, escolhas. Não cabe a mim julgar se isso é certo, errado, se as pessoas não conseguiram superar seus medos, desavenças, etc. Mas sempre penso na história de cada indivíduo que encontro na rua como mendigo, pedinte, andarilho. Uma vez caminhava e um mendigo desses bem cabeludos, barbudos e pra rimar – “sujo” – me abordou. Pensei em não dar atenção, em continuar andando, mas parei. Parei e OLHEI pra ele. Sabem o que aconteceu? Ele me disse: “Eu queria te desejar um bom dia porque observei você andando e vi que você está feliz. Que seu dia continue assim...” Fiquei estupefata. Não esperava esse tipo de frase. Preconceito? Talvez, - até esse dia - mas eu não esperava. Sorri, meio amarelo e ele riu também, mostrando dentes alvíssimos, que contrastavam com todo o resto. Eu agradeci e desejei o mesmo. Ele simplesmente sorriu novamente e se despediu acenando e voltando a caminhar. Fiquei ali, parada, alguns minutos, pensando que nunca mais eu deixaria de olhar alguém maltrapilho nos olhos. Qual seria a história por trás dos dentes alvos? Não sei, mas juro que gostaria de saber. Mas o que isso tem a ver com a praça do começo desta história? Bem, estou lá sentadinha observando dezenas de passarinhos que ficam de olho nos restos de comida que as pessoas derrubam no chão. Desnecessário dizer que são passarinhos bem gordinhos, maiores que os comuns, digamos, super pardais! Uma moça vem caminhando distraidamente pela alameda e dois passarinhos estão no chão, bicando migalhas de pão. Ao ver a cena a mocinha dá um pulo pra trás, assustada e resmunga: “Credo, que medo desses passarinhos nojentos...” E eu ali pensando: “ Puxa, ainda existe quem tenha medo de passarinhos, animais, gente, plantas. Para quem gosta de liberdade isso deve ser mesmo uma tortura, afinal nós mesmos é que construímos nossas prisões. Felizes os passarinhos.” Cada um só revela aquilo que tem dentro de si e assim observa o mundo à sua volta. Simples assim.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

PRESENTE

Outro dia fui assistir ao filme “Sete Vidas”, com Will Smith como protagonista. Eu que já acredito em viver cada momento como se fosse o último – ok, serei honesta: TENTO fazer isso diariamente – saí do cinema ainda mais certa disso. O ano é novo, mas os temas são recorrentes... Afinal, quem não quer ser melhor que ontem em todos os sentidos? Falo de sentimentos neste momento, embora “crescer” em várias direções não é tarefa fácil nem para plantas... Tenho sido testemunha viva de que os encontros e seus antônimos não são obras do mero acaso. Ás vezes não entendemos porque as coisas acontecem/não acontecem. Na minha experiência pessoal (e profissional) observo que podem passar segundos ou anos, mas a resposta acaba chegando, basta estarmos atentos. E neste momento me vem aquela frase: “Com o tempo não precisamos de cadeados para nos sentirmos presos”. Seja pelo passado, pelo presente, pela consciência, pelo coração, pelo desejo, pela fome, pela gula... E isso só pra citar alguns exemplos. De repente se passaram dez minutos, dez anos. E ainda somos os mesmos, diz a música - ou não. Um dos melhores verbos do mundo é “surpreender”. Conosco ou com alguém, ou com alguma coisa. É uma das maiores provas de que a vida muda a qualquer instante. E isso ao mesmo tempo em que nos paralisa, nos impulsiona. A fila anda. Ainda bem! E eu estou aqui neste novo 2009 gritando bem alto: PRESENTE!!! Em todos os sentidos!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2009

2009!!!!!!!! Em meu primeiro post deste ano quero agradecer todos os que aqui passam e dar um sincero abraço em cada um! Super obrigada pela força e sobretudo pela amizade que formamos além das letras! SAÚDE, PAZ, AMOR!
Powered By Blogger