Toda história tem seu preço, tem seu começo, o seu dito. É só virar do avesso, ler o que está subscrito.(Gilberto Telles)
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
EU E O MUNDO
SELINHO II - A MISSÃO
Mais um selinho dado pela Cami!
1- Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro”.
2- Poste o link do blog que te indicou.
3- Indique 10 blogs de sua preferência.
4- Avise seus indicados.
5- Publique as regras.
6- Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras.
7- Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os 10 links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá 1 caricatura em P&B.8- Só vale se todas as regras acima forem seguidas!!!!
Acrescenteo os links abaixo para vocês clicarem e conhecerem esses blogs MANEIROS! Blogs Maneiros:
- http://www.myspace.com/ogrossodabossa
- http://blogsophieloren.blogspot.com/
- http://paisagenseriscos.blogspot.com/
- http://rafaelcsoares.blogspot.com/
- http://reginabolico-amoraosanimais.blogspot.com/
- http://chris-detudoumpouco.blogspot.com/
- http://spleen-rosachumbo.blogspot.com/
- http://elainegaspareto.blogspot.com/
-http://cadinhoroco.blogspot.com/
- http://oqueiroz.blogspot.com/
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
SELINHO
domingo, 25 de janeiro de 2009
SAMPA
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
ALMOÇO
domingo, 18 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Medos
Tenho o privilégio de morar próximo a um cinema que em sua volta tem uma praça de alimentação ao ar livre. Considero lá um lugar mágico, porque a poucos passos de ruas movimentadíssimas, dentro de um centro comercial com grande fluxo de pessoas, existem árvores, bancos de madeira, rodeado por um pequeno corredor no chão que termina num espelho d’água, com aquele barulhinho de cachoeira. Como no local também existe uma filial de uma grande livraria, sempre que posso dou uma escapadela até lá. Num dia desses, saí do cinema após assistir “A Troca” e sentei num dos bancos à sombra de uma árvore para tomar um café e organizar os pensamentos pós-filme. Fiquei pensando em como deve ser difícil ter pessoas queridas que desaparecem – tema do filme – sem deixar o menor indício de como, onde e o que é pior: porque. Já conheci moradores de rua que eram pessoas como eu ou você, com casa, família, vida estabilizada e um belo dia simplesmente deram as costas a tudo isso e mais um pouco em troca de uma única coisa: a liberdade. Você pode se perguntar: “Liberdade? Mas passar necessidades na rua é sinônimo de liberdade?” – E eu rapidamente respondo: “Sim, é.” – Para muitas pessoas a vida familiar nada mais é que uma prisão. Algumas atitudes às vezes são difíceis de ser entendidas por quem não vive esta ou aquela situação, como o suicídio, a troca de identidade, dentre outras. Ir morar na rua passa a ser melhor opção do que agüentar determinadas pessoas ou situações. Mais uma vez, escolhas. Não cabe a mim julgar se isso é certo, errado, se as pessoas não conseguiram superar seus medos, desavenças, etc. Mas sempre penso na história de cada indivíduo que encontro na rua como mendigo, pedinte, andarilho. Uma vez caminhava e um mendigo desses bem cabeludos, barbudos e pra rimar – “sujo” – me abordou. Pensei em não dar atenção, em continuar andando, mas parei. Parei e OLHEI pra ele. Sabem o que aconteceu? Ele me disse: “Eu queria te desejar um bom dia porque observei você andando e vi que você está feliz. Que seu dia continue assim...” Fiquei estupefata. Não esperava esse tipo de frase. Preconceito? Talvez, - até esse dia - mas eu não esperava. Sorri, meio amarelo e ele riu também, mostrando dentes alvíssimos, que contrastavam com todo o resto. Eu agradeci e desejei o mesmo. Ele simplesmente sorriu novamente e se despediu acenando e voltando a caminhar. Fiquei ali, parada, alguns minutos, pensando que nunca mais eu deixaria de olhar alguém maltrapilho nos olhos. Qual seria a história por trás dos dentes alvos? Não sei, mas juro que gostaria de saber. Mas o que isso tem a ver com a praça do começo desta história? Bem, estou lá sentadinha observando dezenas de passarinhos que ficam de olho nos restos de comida que as pessoas derrubam no chão. Desnecessário dizer que são passarinhos bem gordinhos, maiores que os comuns, digamos, super pardais! Uma moça vem caminhando distraidamente pela alameda e dois passarinhos estão no chão, bicando migalhas de pão. Ao ver a cena a mocinha dá um pulo pra trás, assustada e resmunga: “Credo, que medo desses passarinhos nojentos...” E eu ali pensando: “ Puxa, ainda existe quem tenha medo de passarinhos, animais, gente, plantas. Para quem gosta de liberdade isso deve ser mesmo uma tortura, afinal nós mesmos é que construímos nossas prisões. Felizes os passarinhos.” Cada um só revela aquilo que tem dentro de si e assim observa o mundo à sua volta. Simples assim.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
PRESENTE
Outro dia fui assistir ao filme “Sete Vidas”, com Will Smith como protagonista. Eu que já acredito em viver cada momento como se fosse o último – ok, serei honesta: TENTO fazer isso diariamente – saí do cinema ainda mais certa disso. O ano é novo, mas os temas são recorrentes... Afinal, quem não quer ser melhor que ontem em todos os sentidos? Falo de sentimentos neste momento, embora “crescer” em várias direções não é tarefa fácil nem para plantas... Tenho sido testemunha viva de que os encontros e seus antônimos não são obras do mero acaso. Ás vezes não entendemos porque as coisas acontecem/não acontecem. Na minha experiência pessoal (e profissional) observo que podem passar segundos ou anos, mas a resposta acaba chegando, basta estarmos atentos. E neste momento me vem aquela frase: “Com o tempo não precisamos de cadeados para nos sentirmos presos”. Seja pelo passado, pelo presente, pela consciência, pelo coração, pelo desejo, pela fome, pela gula... E isso só pra citar alguns exemplos. De repente se passaram dez minutos, dez anos. E ainda somos os mesmos, diz a música - ou não. Um dos melhores verbos do mundo é “surpreender”. Conosco ou com alguém, ou com alguma coisa. É uma das maiores provas de que a vida muda a qualquer instante. E isso ao mesmo tempo em que nos paralisa, nos impulsiona. A fila anda. Ainda bem! E eu estou aqui neste novo 2009 gritando bem alto: PRESENTE!!! Em todos os sentidos!


