sexta-feira, 31 de julho de 2009

OLHOS NOS OLHOS

Tenho notado como é difícil para algumas pessoas olhar nos olhos das outras. E não falo apenas de desconhecidos – sim, faça o teste: quando alguém na rua olhar pra você, devolva o gesto fixando profundamente seus olhos no do outro. Raros serão aqueles que continuarão a te olhar após 4,5 segundos! Algumas teorias dizem que se numa conversa um dos interlocutores desvia seus olhos diante da necessidade de dar uma resposta, provavelmente ele estará mentindo. Para muitos dizer a verdade sempre é mais que um ato de coragem, é uma escolha. E como todas as escolhas, tem lá suas conseqüências. Quando conhecemos alguém e nos apaixonamos, trocamos olhares infinitos, maciços, profundos, emocionados, perdidos... – “quando a luz dos olhos seus e a luz dos olhos meus resolvem se encontrar, ai que bom que isso é meu Deus, que frio que me dá o encontro desse olhar...” Quem não teve aquele frio na barriga com uma troca de olhares? Com o tempo esses mesmos olhos podem passar a demonstrar frieza, indiferença, raiva... Como diz a música: “olhos nos olhos, quero ver o que você faz, ao sentir que sem você eu passo bem demais...” Que os olhos são as “janelas da alma” já sabemos; mas se isso é mesmo verdade, porque tantos desvios de olhares pela vida? Quantas vezes “fingimos que não vemos”? O que não queremos revelar ou enfrentar? Comodismo por medo da mudança? Olhar é diferente de ver, como ouvir é diferente de escutar. Viver significa saber dosar essas diferenças.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS

Ultimamente temos sido atingidos por uma série de notícias onde mulheres matam seus filhos, amantes, maridos. Casos passionais, outros ligados ao problema da adicção, disputas das mais variadas, legítima defesa, o fato é que nos tempos atuais as mulheres têm reagido fortemente (com razão ou não) ao que não desejam ou não aceitam para si mesmas de forma drástica na maior parte das vezes. Costumo dizer que ao longo dos tempos, as mulheres foram tendo que acompanhar as mudanças da sociedade por bem ou por mal. Trabalhar fora, ter o poder de decidir parir ou não, optar por uma ou várias profissões, casar ou não, dentre tantas outras coisas foram conquistas ao longo do tempo para que cada mulher pudesse se tornar aquilo que desejou para si mesma. Longe se vão os tempos em que o sonho maior seria o casamento! Ainda bem, é claro! Nada condenável para aquelas que ainda o tem como bem maior, algo acima de todas as outras coisas. Mas existem também aquelas que fazem um “mix” de casamento, filhos, trabalho, casa, etc., etc., etc. e são felizes para sempre (ou não). Mas e os homens? Creio que aqui começa o problema. Enquanto as mulheres foram fazendo com braço forte (nem todas, é claro) o seu viver, os homens continuaram a ser criados para serem provedores, pais de família, machões em tempo integral, com o estigma “homem não chora” e por aí vai. Não contaram para uma grande maioria que encontrariam mulheres que sentariam à beira da cama e diriam simplesmente: “Não gostei, creio que precisamos ajustar umas coisinhas...” da maneira mais machista que se tem notícia ou que lutariam por seu direito de ter quantos parceiros lhe dessem na telha, afinal os “direitos iguais” já tinham sido proclamados há muiiiito tempo... E isso só para citar coisas do senso comum, sem detalharmos outras situações, é claro. Obviamente que homens iluminados por suas mães (ou não) – aliás, o capítulo “mãe de homem” merece um texto à parte, certo meninas? – são excelentes donos de casa, gourmets apuradíssimos, exímios amas-secas, amantes sensacionais, ou simplesmente tudo aquilo que sonhamos ter ao nosso lado! O fato é que hoje vemos homens estupefatos com “essas mulheres independentes” que começaram lá atrás queimando sutiãs e hoje andam sem calcinha nos bailes funks da vida. Como lidar com essa “modernidade” toda? Se mulher já era um bicho considerado complicado, novas nuances ainda mais complexas aparecem dia a dia... Bem-aventurados aqueles que praticam uma D.R. básica, sem custo, com transparência, vivendo o que a vida tem de melhor, tendo como norte o respeito. E vejam: este parágrafo não define o sexo – são premissas importantes para todos! Difícil? Ora, qualquer relacionamento tem suas dificuldades, mais dia menos dia. O bonito mesmo é não deixarmos de ser nós mesmos por causa de ninguém! Quantas pessoas eu conheço que ao terminarem um “causo” culpam seu parceiro(a) por os amigos terem se afastado? Oras bolas! A culpa é sua mesma cara criança, afinal quem é esse ser tão superior ao qual você e somente você atribui tamanho poder? Tirando aquela “45” apontada para nossa cabeça, ninguém é obrigado a nada nessa vida. Só que às vezes o “comodismo" é muito maior que a vontade de mudança! E viva os homens e mulheres que sabem viver com responsabilidade e respeito por si mesmos!
PS: até o CASAL 20 já andava armado...
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