segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PERDÃO



Muito se fala em perdão. E pouco se perdoa por aí.

Ultimamente esse assunto tem sido presença constante em meus dias. Talvez seja a época do ano que se aproxima e uma grande maioria de pessoas se dá conta do que perdeu o ano todo...

Também se fala “perdôo, mas não esqueço...” Ora, então não perdoou, oras bolas...

Ouvi certa vez que perdoar não é convidar o inimigo ou a pessoa que nos fez mal para tomar café em nossa casa; é simplesmente não desejar o mal. Isso parece fácil, mas não é. O pensamento é uma arma poderosa que apontamos para nós mesmos. O simples fato de pensarmos o mal para alguém – “ah, tomara que fulano caia de cabeça...” – é humano, mas atrai para nós uma vibração desnecessária. Algumas pessoas vivem assim, desejando que os outros não possam ir pra frente, não se desenvolvam... Não percebem que além de desejarem mal, ainda estão sendo corroídas pela inveja... E ainda tem quem fale “ah, mas é inveja boa”, ou “o que senti foi inveja branca” ??!!!??? Inveja é inveja e não é boa, muito menos colorida. O contrário disso é admiração e isso sim, é um sentimento bom.

Peguei um táxi esta semana e lá pelas tantas o taxista começou a me contar que tem pensado muito num ex-patrão dele, uma das pessoas a quem ele mais amou nessa vida. Há trinta anos brigaram e nunca mais se falaram. Naquela época o taxista era motorista do tal patrão e um dia, após ter passado a manhã e o começo da tarde resolvendo coisas para o patrão, ao chegar ao trabalho, ainda no carro, viu o mesmo parado na porta do estabelecimento, esperando-o. Como estava com muita fome, (só havia tomado o café pela manhã e mais nada), fez de conta que não viu e estacionou o carro perto da lanchonete que freqüentava. Só que o atendimento demorou cerca de meia hora e quando ele voltou ao trabalho, o patrão estava fulo da vida. Discutiram e o patrão o mandou embora, depois de anos juntos. Nunca mais se viram ou se falaram.

O taxista contou que o estabelecimento nem existe mais, mas que o desejo de pedir perdão aquele que ele tanto amava e serviu, permanece. Isso me foi contado com muita emoção e lágrimas nos olhos do pobre homem.

Contei a ele então, da técnica de Ho'oponopono. Podemos pedir perdão em pensamento, sempre que nosso coração mandar. “Pedir perdão?” Mas como se não fui eu que errei? Ora, isso é o que achamos, mesmo que tenhamos razão. Mas, muitas vezes o que acontece é que o outro lado acha que o erro é nosso, por sua incapacidade de olhar a si mesmo. Cabe então a nós, pedirmos perdão também, caso alguma coisa ou ato tenha sido mal interpretada. E mais: dizer que amamos aquela pessoa e que sentimos muito... Fácil? Mas quem disse que seria? E estamos falando de fazer isso em pensamento, porque muitas vezes os envolvidos nem fazem mais parte deste mundo...

O homem chorou. E eu ali, no silencio do transito pesado de São Paulo, vibrando para que ele tivesse forças. E após um tempo onde ele pode lavar a alma, disse pra mim: “Sabe? Amanhã mesmo vou procurá-lo. Não adianta carregar isso a vida toda. Vou falar com ele sobre o amor que lhe dediquei como empregado durante dez anos. Isso talvez ainda sirva para alguma coisa...”

Eu o apoiei e disse para não desistir de amar, já que ele guardou isso durante trinta anos. E reforcei seu pensamento dizendo que ele guardou amor e sofria, mas estava bem melhor que aqueles que guardam ódio e acreditam ter a verdade.
 

   

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

SOLIDARIEDADE



    
     Nem sempre as coisas saem como esperamos.
     Às vezes o que mais desejamos e torcemos não é o melhor para nós.
     Discussões à parte, mesmo porque não levam a nada, o melhor a fazer sempre é ajudar. Fazer a nossa parte. Reclamar menos e pôr a mão na massa.
     Infelizmente, uma parte das pessoas ainda gosta de levar "vantagem em tudo", quando pede uma nota com valor a mais para receber da empresa, não respeita as diferenças, estaciona em vagas de idosos ou deficientes, julga alguns classificando-os de "minorias"(!!!), e por aí vai...
    Um novo ano vai começar em breve e é nosso dever pensarmos para ele e desejarmos do fundo de nossa alma que aconteça o melhor.
     E que possamos juntos, esquecer o passado e transformarmos cada dia. A partir de hoje.



sexta-feira, 29 de outubro de 2010

PRA FRENTE BRASIL!


     Ultimamente agradeço os amigos que tenho! Mesmo os que estão longe mas sua inteligência sempre está às portas do meu coração. É o caso do MA-RA-VI-LHO-SO POST da minha querida Mônica lá no dbStudio!



MIKE, PRA SEMPRE MIKE.
Além da boca, admiramos mais que nunca seu pé...


UMA IMAGEM VALE MAIS QUE MIL PALAVRAS.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

NUMA FEIRA DE ADOÇÃO EM FLORIANÓPOLIS

     Organizadores contam que encontraram 12 filhotes de cão numa caixinha ao chegarem no local que a feira seria instalada. Quatro desses filhotes tinham nascido há apenas algumas horas, visivelmente com restos do parto recente.
   Desesperados, os organizadores não sabiam o que fazer, já que também eles traziam vários filhotes e adultos para serem doados.
   Inexplicavelmente uma cadela de rua, já conhecida das redondezas e castrada, se aproximou dos filhotes e se deitou ao lado deles, não deixando que ninguém se aproximasse. Imediatamente eles correram para aquele calor amoroso e procuraram o leite que ela ainda não tinha. Passados alguns dias, sendo a natureza sábia, a cadela começou a produzir leite e amamentar todos os seus quatro novos filhos.
     Isso é vida. E é essa esperança transmitida pelos animais que me dá força.






segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PELA ETERNIDADE

    

    Por estes dias fui a um cemitério levar umas flores. Apesar de espírita que sou, prometi em vida levar flores ao túmulo de uma pessoa que me pediu e assim faço.
   Por estarmos próximos dos finados, o movimento do cemitério é diferente. A administração corta a grama, (é um daqueles que não possuem lápides, nem túmulos), ajeita as placas indicativas, rega as flores dos jardins que o cercam, etc.
  Após ter feito minhas orações, sentei num banco, embaixo de uma pitangueira e fiquei escutando o silêncio, a famosa "paz de cemitério".
   Algum tempo depois, minha atenção se voltou a uma pessoa, sentada na grama, com um guarda chuva aberto para a proteger do Sol, arrumando flores em determinada sepultura. Com o maior cuidado deste mundo, a mulher tirava as flores uma a uma da sacola e ia monstando um "ikebana" colorido, com muito cuidado. Terminado este, passou a fazer mais dois, com calma, separando as pétalas, arrumando o laço que as unia, ajeitando com carinho dentro de um cachepot. Quando achava que não estava bom, desmanchava tudo e começava novamente. Distante dela, embaixo de uma árvore enorme, um casal parecia discutir. Pensei: "Nossa, discutir  a relação no cemitério?"
    A mulher que já tinha certa idade, teve dificuldades para se levantar sozinha do chão onde estivera sentada durante todo o tempo que montava as ikebanas. Soltou o guarda chuva para se apoiar melhor e o vento ameaçou leva-lo. Se esticou toda, num esforço v´sivel para que isso não acontecesse e conseguiu pega-lo, não sem antes derrubar um dos arranjos.
    Sem demonstrar frustração nem enfado, ajoelhou-se novamente e começou a montar novo arranjo. Levantou-se com mais cuidado, arrumou os arranjos graciosamente na grama, onde o colorido das flores dava uma certa alegria aquele pedaço de chão. Ao pousar cada um no chão, beijava antes as flores, lhes fazia um carinho e colocava-as cuidadosamente na sepultura. De pé, vi de longe que fazia uma oração. Mas não parecia uma oração qualquer, porque em meio as palavras, fazia um carinho em cada arranjo como a se despedir.
    Pensei: "Muita gente não conversa nem com os vivos, quanto mais fazer carinho..."
    Ela fechou o guarda chuva, guardou todos os apetrechos que trouxera e chamou o casal que discutia ao longe embaixo da árvore para irem embora. Eles foram ao encontro dela, sem olhar para o trabalho que ela havia feito, caminharam até o carro.
    A mulher por sua vez, antes de entrar no carro, virou-se mais uma vez e lançou no ar um beijo.
    Mais uma vez tive a prova de que realmente o amor não tem nenhuma barreira, nem tempo para ser vivido.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

INSTANTE MÁGICO

    

     A fé para mim tem uma importância fundamental. Muitas vezes quando somos "arrastados" pelos turbilhões dos acontecimentos, sejam eles bons ou não, é na fé que encontro forças.
     De uns anos para cá aprendi a agradecer. Não um agradecimento forçado, daqueles que só nos lembramos quando algo de MUITO BOM acontece - e nem sempre agradecemos, mesmo assim... Mas eu aprendi a agradecer por tudo, principalmente pelas "pequenas coisas" que aocntecem no dia a dia e na maioria das vezes não nos damos conta.
     Claro, quanto mais vivo, mais acredito na famosa Lei da Ação e Reação e mais ainda na SINTONIA. Como diria Rubem Alves, "pássaros de pensas iguais voam juntos" e agradeço por estar numa fase da vida onde tenho encontrado pessoas valiosas, que tem me ensinado a descortinar ainda mais o mundo de outras maneiras. Afinal, é para isso que vivemos, não é mesmo? para sabermos aproveitar a vida e os momentos que dela compartilhamos.
     Agradeço por receber palavras e carinho daqueles que estão ao meu redor e que fazem com que, mesmo que o mundo lá fora esteja caindo, eu permaneça inalterada em meu caminho, ciente da responsabilidade que vim desenvolver neste mundo.
     Por estes dias fiquei sem celular. Ora, antigamente ele nem existia e sobrevivíamos muito bem obrigada, mas hoje em dia... Enfim, pane geral e lá fui eu para a loja da operadora, expliquei o problema, o rapaz me deu uma "cantadinha" básica, sorri, com elegância e serenidade, ele deu o diagnóstico, mexeu na configuração da platamorfa e pronto: funcionou! Agradeci, desejei uma boa semana e vim trabalhar. Meia hora depois o celular pifou novamente.
     Véspera de feriadão, mil atividades, dei uma escapadinha e fui até outra loja. O rapaz esforçado, após meia hora de tentativas, olha pra mim com a cara mais desanimada do mundo e diz: "Olha, já fiz tudo o que sabia e não deu certo... A senhora me desculpe, mas não sei resolver..." - Eu sorri e disse: "Tudo bem, vi seu esforço e as tentivas para que desse certo. Não se preocupe. Me dê o endereço da assitencia que eu levo lá."
     O rapaz olhou dentro dos meus olhos, sério e disse: "A senhora foi tão compreensiva que estou chocado. Ninguém fala assim com a gente. E acabo de me lembrar que tenho um amigo que trabalha na fábrica desse celular. Posso ligar pra ele agora e pedir uma orientação, só um minuto." E fez a ligação. O amigo do outro lado da linha deu três "coordenadas" e o atendente na minha frente as cumpriu prontamente. EURECA! O celular ficou novinho como se houvesse acabado de sair da fábrica! Pedi para agradecer o amigo, ele desligou e eu, que ia aproveitar para ir ao cinema logo depois, abri minha bolsa e dei a ele o pacote de "Mms" que tinha lá. O rapaz encheu os olhos de alegria, daquelas que transbordam para o mundo e me agradeceu muito. E eu a ele. E ele simplesmente sorriu e disse: "Esse é meu trabalho e minha satisfação é poder ajudar as pessoas." Pensei: mais um do time de anjos de Deus!
      E saí agradecendo em pensamento o rapaz, o amigo dele, a oportunidade, a alegria de viver uma coisa simples, mas encontrar sempre no caminho pessoas que me impulsionam a ir para a frente, mesmo que muitos momentos difíceis pareçam as vezes não ter fim.
     

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O MELHOR VAI ACONTECER

Devido ao grande sucesso da camiseta do MICK JAGGER logo abaixo, segue sugestões de coleção completa para õs próximos dias feita por minha querida amiga MÔNICA:


E para quem AINDA TEM DÚVIDAS sobre em quem votar, embora eu seja contra a violência, vale assistir TROPA DE ELITE.  Vi a pré-estréia ontem e acreditem: o filme dá o que pensar sobre nossos governantes...

domingo, 26 de setembro de 2010

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

SUPERAÇÃO ANIMAL

Abandonados, atropelados, traumatizados. Na relação nem sempre amistosa com o Homem, eles levaram a pior, mas souberam dar a volta por cima. No Câmera Record desta semana, animais que driblaram a morte, venceram doenças e emocionaram seus donos com seu poder de superação.

Camões, Magoo e Benedito. Três gatos cegos. Vítimas de uma incompreensível violência humana. Você vai saber como eles sobreviveram a maus tratos e até ao sacrifício em rituais místicos. Quem foi a mulher que resolveu cuidar deles? Uma história comovente de amor a estes animais.

Quanto custa cuidar de um cão paraplégico? Nossa equipe foi conhecer como é a rotina da dona Augusta com o Tuca, um pastor alemão abandonado pelo antigo dono. Jogado pela janela de um carro em movimento, o cachorro perdeu o movimento nas patas traseiras e hoje precisa de cadeira de rodas.

O que os especialistas dizem sobre quem maltrata animais? O que alimenta tanta crueldade? O que há por trás de gestos tão violentos?

Amigos, agradeço se divulgarem e assistirem este tema tão importante! Sexta, 10/09, TV Record, 23h.

sábado, 21 de agosto de 2010

DE VOLTA

      Ufa! Mais de um mês se passou depois de meu último post!
      Que o tempo é relativo já sabemos, mas que às vezes em nossas vidas tudo acontece ao mesmo tempo, agora!
      Não posso reclamar, sou uma dessas pessoas privilegiadas que a vida é repleta de contornos, retornos, idas e vindas! E numa dessas esquinas, acabei tendo a oportunidade de atravessar continentes.
      Gosto muito de conhecer coisas novas, mudanças, culturas, pessoas. Mas sempre me surpreendo em perceber a paz que sinto quando estou num lugar onde não conheço ninguém, com uma cultura totalmente diferente da minha! Algumas pessoas sentem-se só até para ir do outro lado da rua. Não é meu caso. Me dou muito bem comigo mesma, obrigada! E estou numa fase que, como diz uma grande amiga minha, "mais de três é multidão"!
      Sendo mulher e viajando praticamente sozinha nesse último mês, pude perceber com orgulho, como o respeito pelas mulheres tem melhorado e muito através dos tempos. Claro, ainda longe da perfeição, mas com a medida certa quando nos dirigimos a um guichê pedindo informações, translados em aeroportos, mesas em restaurantes, hotéis e afins. Não faz muito tempo, que mulheres sozinhas num restaurante eram vistas de outras maneiras... Claro, vale ressaltar que tudo nessa vida é uma questão de postura e isso eu valorizo e muito.
       Com o passar dos anos, talvez até por minhas escolhas profissionais, tenho tentado acompanhar o mundo e seus habitantes com um olhar amplo e uma cabeça aberta. E embora para alguns isso pareça amedrontador, para mim é uma festa! E vale aprender dialetos, comer comidas exóticas (ADORO!), estar em contato com a natureza, passear em ruas de grandes métropoles sem mapas nem horários (que bom!), alugar um carrinho e se perder numa cultura diferente, além das novas pessoas em seu caminho - ah, pessoas... Só tenho a agradecer a oportunidade e também a quem me proporcionou tamanha viagem (mais uma!) para dentro da minha própria alma!
        Aprendi que o lugar não importa; e sim como nós nos sentimos. Quantas vezes tantos mudam de lugar, na doce ilusão de recomeço e esquecem apenas de começar por dentro, não por fora.
        Melhor que falar às vezes, é compartilhar o que a retina gravou e o coração jamais vai esquecer...













         

domingo, 18 de julho de 2010

DIA ESPECIAL

    

     Como hoje é um dia especial para mim, o vídeo traduz exatamente o que penso!

     Celebremos!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

ARROGÂNCIA


Ele perguntou: "Puxa, você fala sobre diversos assuntos, mostra uma cultura diversa... Viajou muito pra fora?"

Ela com ar blasé: "Pelo contrário; viajei muito pra dentro..."

terça-feira, 6 de julho de 2010

terça-feira, 22 de junho de 2010

BEM ME QUER, MAL ME QUER



Com o passar do tempo tenho aprendido (à duras penas, confesso) que uma das maiores dores é quando tentamos dar amor, ou o nosso melhor para alguém e a outra parte não aceita. Simplesmente recusa amor.



Ok, onde está mesmo escrito que alguém é obrigado a aceitar alguma coisa nessa vida? Realmente, nada que se faz obrigado pode ser bom. Mas nada parece tão difícil quanto a dor de desejar o bem e somente o bem, seja através de palavras, um sorriso, um gesto, um abraço, um livro, a convivência, e a outra parte transformar o que seria uma oportunidade em algo sem importância.



Quem de nós já não passou por uma situação assim? E não falo dessa reação com estranhos, mas principalmente com aqueles que nos rodeiam – e a dor é ainda maior quando são pessoas que amamos.



Pagar o mal com o bem é uma máxima cristã há muito difundida. Tenho comprovado que o mal só atrai ainda mais mal. Algumas pessoas são insistentes nisso. Não percebem a Lei da Atração, da Ação e Reação. Perdem verdadeiros bálsamos pelo caminho, pensando e realizando coisas inúteis com o único intuito de prejudicar alguém – burrice, porque só fazem mal a si mesmos.



Creio que a maior decepção é que quando vemos vários exemplos pela vida – nosso ou de outros – inevitavelmente vamos nos tornando mais inflexíveis, mais descrentes, mais duros e porque não dizer, mais tristes.



O grande desafio é justamente esse: não deixar que decepções (mesmo que sejam muitas, ao mesmo tempo, agora) nos arrastem para fora do caminho que viemos aqui desenvolver. É acreditar primeiro em nós mesmos, termos a consciência tranqüila, não desejarmos o mal a qualquer ser.

Fácil? Não, senão estaríamos em algum lugar bem melhor que aqui. Talvez numa situação onde pudéssemos amar a todos sem receio. Porque ultimamente até pra isso, muitas vezes, colocamos um pezinho pra trás...

domingo, 13 de junho de 2010

DIA A DIA



Li uma história por esses dias que falava sobre a diferença entre o bambu e a samambaia. A samambaia foi semeada por Deus e após alguns dias já era possível ver o primeiro broto. Já o bambu, só depois de cinco anos é que foi possível avistar um pequeno ramo começar a apontar para o céu. O resumo da história é que devemos ser como o bambu diante das dificuldades. Ir formando raízes na terra, lentamente, nos fortalecendo, criando bases e forças para não sermos levados por qualquer vento. Além do que, os bambuzais são altos e fortes, embora tenham demorado muito mais que as lindas samambaias para crescerem.

Numa outra história que conheço, um menino via todos os dias sua mãe bordar. Pequeno que era o menino sentado aos pés da mãe, não entendia o emaranhado de cores e fios que se revelava dia a dia no trabalho da mãe. Visto do ângulo do menino, por baixo do bastidor, ele não divisava nenhuma forma, nenhuma imagem, apenas emendas, linhas multicoloridas e curioso, todos os dias perguntava: “Mãe, o que você está fazendo?” – E a mãe tranquilamente respondia: “Estou bordando meu filho. Quando eu acabar, eu mostro o resultado pra você.

Após algum tempo a mãe o chamou para mostrar o resultado final. E colocou o menino sentado em seu colo. Dali, ele maravilhado, viu uma linda paisagem colorida, formada pelas inúmeras linhas que a mãe cuidou. E ela, calmamente explicou a ele: “Meu filho, este é o resultado do meu trabalho. Às vezes, também nós não entendemos o que acontece em nossas vidas. Olhamos para cima e vemos apenas um emaranhado de fatos e coisas que parecem sem sentido e também perguntamos: “Ó Pai, o que queres de mim? O que fazes da minha vida?”– Mas com o passar do tempo, meu filho, vamos entendendo o sentido das coisas. E um dia, quando estivermos no colo do Pai, entenderemos ainda mais os desígnios que Ele reservou para nós e que hoje nos parecem inexplicáveis, como o bordado, quando você o olhava de baixo para cima.”

Não há como essas histórias não fazerem parte da vida de cada um de nós, em algum tempo. E mexerem com nosso imaginário e sentimentos. Piegas para alguns, incentivo para outros, elas acabam se encaixando na vida de todos nós.

Com pouco tempo para escrever ultimamente, mas pensando no blog e em vocês meus amigos, diariamente, tenho colecionado fatos importantes nos últimos tempos. E sentido na própria pele que “pássaros de penas iguais voam juntos”, como já diz Rubem Alves.

O mais importante é que reafirmei o que já pensava de algumas pessoas. E agradeço muito as certezas. Minha intuição estava certa mais uma vez. Obrigada queridos e grandes amigos! Voamos juntos há muito tempo não é mesmo? E como diz o Manoel de Barros- nossa, quantas citações hoje! – “A beleza está dentro de mim; se a vejo fora é porque ela já habita em mim.” Que bom que olhamos para o mundo com cor! Claro que às vezes todos nós nos deparamos com uma “pedrinha” no caminho. Mas sabemos que o bem sempre vence no final. E nisso não existe nenhuma pieguice...



MINHA QUERIDA FILHA, HOJE É O SEU DIA! E MEU DESEJO CONTINUA SENDO O MESMO: AMOR, SAÚDE, LUZ, SUCESSO E PROTEÇÃO. OBRIGADA POR FAZER PARTE DA MINHA VIDA!



sábado, 15 de maio de 2010

SHIVA




      Já escrevi aqui sobre o gato que adotei. Ele era deixado pelos donos, do lado de fora quando estes viajavam ou saiam de férias. Graças a caridade dos vizinhos, ele sobreviveu.
      Foram os memsos vizinhos que sabendo do meu amor pelos animais, me pediram que o adotasse. Relutei, afinal já tenho duas gatas e duas cadelas! Mas num momento "REXONA" total, Shiva veio morar conosco.
      Algumas semanas de pura emoção: Mila, minha pequena lhasa, nem olhava pra nós, acompanhada pela Jolie, nossa gata caçula.
       Hoje, paz total. Todos convivem super bem e diferente de algumas relações humanas, posso provar que cães e gatos são amigos!



 

      Fico feliz de presenciar o mesmo gato abandonado de algum tempo atrás, totalmente adaptado com minha casa, sendo amado pelas pessoas e pelos outros animais. Fico em paz comigo mesma. A certeza de estar no caminho certo, aproveitando as oportunidades que aparecem.

      Agradeço também a todos que me escreveram nesses últimos tempos, tanto aqui, quanto em meu email. Obrigada, vocês também fazem parte desse mundo!!!


 

      Seria bom que os humanos tivessem essa inteligência não é mesmo? Sabemos que não é bem assim.
     Mas o importante é cada um fazer a própria parte e parar de tomar conta da vida do outro. A nossa própria já tem assunto suficiente!

domingo, 4 de abril de 2010

RENASCER


Cada vez mais ouço (e presencio) histórias de pessoas “que gostam de levar vantagem em tudo”.

Infelizmente vemos cada vez menos solidariedade em filas, meios de transporte, ruas, ou seja, mundo afora.

São pessoas fazendo de conta que não viram idosos caminhando vagarosamente em direção ao caixa do mercado, do banco; são motoristas irresponsáveis, os verdadeiros donos da rua, parando para procurar endereços ou números, sem sequer imaginar que alguém logo atrás possa querer trafegar normalmente; seta pra quê?; fila dupla na porta das escolas, dando “aquele” exemplo para as crianças e jovens, adultos do futuro; pessoas que desdenham da fé alheia, acreditando que quanto “mais rezam, mais assombração aparece”... Ouvi um padre contando que nunca havido ido a um fórum. Ao chegar lá, a primeira coisa que pediram aos presentes foi o obséquio de desligarem os celulares. Ele aproveitou a deixa e contou a história em seus sermões: “Afinal irmãos, se o fórum não permite celulares por respeito à justiça, porque insistimos em mantê-los ligados na casa de Deus? Quem poderá ser mais importante do que Ele nesse momento para entrar em contato conosco?” Pano rápido.

Parabéns ao Rick Martin, que assumindo sua homossexualidade, pode enfim, ser feliz. Quantos ainda sofrem por viverem mentiras emocionais? E pelo simples fato de que não conseguem ser felizes consigo mesmos. Precisam de outro (a) como desculpa para sua pobre existência. Triste você não conseguir viver nem com você mesmo, hein? Mas muito mais comum do que pensamos. Pessoas assim costumam destilar sua solidão em forma de veneno contra si mesmas. E fico pensando em quanta coisa boa podiam compartilhar com aqueles que têm menos ainda, certo? Mas geralmente o egoísmo e a falta de fé em si mesmas cegam.

E como nada é por acaso nessa vida, olha a charge do Millôr!

PÁSCOA

é ser capaz de mudar,

é partilhar a vida na esperança,

é lutar para vencer toda sorte de sofrimento,

é dizer sim ao amor e à vida,

é investir na fraternidade,

é lutar por um mundo melhor,

é ajudar mais gente a ser gente,

é viver em constante libertação,

é crer na vida que vence a morte.

desejo uma excelente PÁSCOA

que acima de tudo,

VOCÊ possa também renascer e renovar!!!







domingo, 14 de março de 2010

NOVO HABITANTE

      Há algum tempo, sempre que chego em casa, (estaciono o carro no prédio da minha mãe),dou de cara com um gato lindo, cuja dona não o quer. Ele fica ao léo, aos cuidados de quem tenha compaixão e o alimente, o acalente, etc.
      Tenho duas gatas e duas cadelas; todas amadas, cuidadas e mimadas com tudo o que tem direito. Teho pensado no pequeno gato há meses.
       Mas não posso resolver pela dona.

      Entretanto, hoje, algo diferente aconteceu: estacionei como de costume e dei de cara com ele. Assustado, faminto, querendo colo.

      O zelador me disse: "Por favor, a senhora não tem dó dele? A dona não o quer... Disse que se ele sumisse era melhor..."

      Bem, quem me conhece pessoalmente sabe como reajo a isso: claro, o pequeno SHIVA já está em cima do meu freezer, assustado com a casa nova, mas alimentado, protegido. O resto? Bem, o resto é questão de dias...

      Meu coração está tranquilo, com a sensação de ter feito a coisa certa. Só por hoje, um dia de cada vez...

terça-feira, 9 de março de 2010

PROBLEMAS TODO MUNDO TEM



     Hoje pela manhã tive que dar um pulinho no Correio para despachar algumas cartas. Antes de sair do trabalho, dei uma rápida olhada nas manchetes da Internet e uma foto me chamou a atenção: era um grupo de soldados rezando de mãos dadas, antes de partirem para o Afeganistão.
     Fiquei com a imagem gravada em minhas retinas por todo o caminho até o Correio, pensando em como nosso mundo é imenso e apesar de alguns duvidarem, ele gira - mesmo que preferíssemos que ele parasse para que algumas vezes pudessemos descer...
     Infelizmente algumas gerras e conflitos permeiam o mundo todo, mas graças a Deus, cada vez mais pessoas estão envolvidas em fazer algo de bom, não só para si (o mais comum), mas por todos que nos rodeiam, independente da distância. Claro, como sempre, existem aqueles que se aproveitam da desgraça alheia ou da solidariedade mundial e além de arrecadarem doações, também as vendem, para beneficio próprio.
      Voltando ao meu passeio matinal, quando cheguei no Correio não haviam senhas para serem distribuídas porque a máquina havia saído "do ar" momentaneamente. Assim, uma funcionária organizava a fila, dando prioridade aos idosos, grávidas, etc.
      Ela pediu que eu aguardasse atrás de duas moças num canto, já que todos os outros espaços estavam lotados. Assim que me sentei (era o último lugar vago) as duas moças olharam pra mim e perguntaram com ar de indignação: "Você não acha um absurdo? A gente vem com pressa e ainda tem que esperar?"
      Eu, ali, com a imagem dos soldados rezando, deixando sua Pátria, suas famílias, sem saber se voltariam um dia ou não... Enfim, ouvi a pergunta e sorri, dizendo: "Sabem, a única coisa que percebi e que a funcionária aqui do Correio está fazendo o melhor que pode e a maioria dos que estão aqui, reclamam de algo que ela não tem culpa. Nós ainda estamos em melhor situação que ela, vocês não acham?"
      Elas me lançaram um olhar incrédulo, do tipo: "O que essa louca está falando?" e me viraram as costas, já abordando agora um rapaz que estava atrás delas, com a mesma pergunta. Ele, que lia um jornal, apenas levantou os olhos, e não respondeu! UFA! Quanto menos energia despendermos com o mau-humor alheio e outros bichos, melhor para o mundo todo!!! E vocês sabem, já contei aqui, que eu também clamo por justiça, mas quando existe VERDADE.
      Quando chegou a minha vez, fui até a funcionária que continuava lá, se esforçando e ouvindo reclamações, e dei um abraço nela, assim, espontaneamente. Claro, ela se admirou, mas eu disse: "Parabéns, eu sinto que você está fazendo o seu melhor! E sorrindo!" - Ela, sorriu e disse abaixando os olhos, como se tivesse quebrado uma louça muito valeiosa: "Obrigada... pelo menos alguém percebeu..."
     Fui até o guichê, cumprimentei a moça que lá estava e ela me disse: "Eu vi o que a senhora fez... A senhora sabe que quando eu chego aqui meu corpo todo dói? Quando estou em casa não... Sinto que a energia de alumas pessoas é ruim, parece que elas vem ao mundo apenas para fazer mal aos outros, principalmente se elas são os clientes..."
     Eu ouvi e me lembrei de quantos funcionários de serviços por telefone já me atenderam e eu disse: "Não vou discutir com você porque sei que você não tem culpa!" E do outro lado da linha eu já ouvi como resposta a isso: "Parabéns" , "Ah, se todos entendessem isso!", "É comigo que a senhora está falando?" e por aí afora... Não abro emails que falam mal dos outros (sejam os outros quem forem) porque acredito que isso não leva a nada. Arregaçar as mangas e fazer cada um a sua parte, sem alarde. É nisso que acredito.
      Recentemente cortei uns trinta centimetros do meu cabelo - muito calor, e eu queria mesmo mudar o visual, logo após o casamento da minha filha - penteados de mãe de noiva exigem uma cabeleira razoável para ficar bacana... Bem, as reações foram bastante positivas mas uma me chamou a atenção: uma pessoa de quem gosto muito, homem, assim que me viu, disse: "Nossa, mas você está linda, esse corte realçou seu rosto, que delicada você ficou! Mas, seu marido DEIXOU?"
      Eu dei risada, descaradamente. A primeira coisa que me veio à mente foi a luta que muitas mulheres travaram e travam ainda por um lugar ao Sol neste mundo predominantemente masculino.
      Quantos sutiãs já foram queimados, quantas mães sofrem por deixarem seus filhos em creches, por terem de trabalhar o dia todo e por aí vai, para não terem o direito de escolherem o penteado que desejam, ou a roupa que gostam, ou os amigos que lhe agradam? Bem, eu já nasci nessa encarnação livre desses conceitos e agradeço meus pais que me ajudaram a me libertar de outros igualmente aprisionantes. Mas, sei que ainda existem muitas mulheres que se submetem à vontade alheia.
      Resumindo: até o momento, o resumo deste dia é que percebo como existem ainda muitas pessoas que se incomodam por pouca coisa, sem lançar um olhar mais apurado e ver o quanto o nosso mundo é vasto, mas ainda assim, lindo.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O CARNAVAL QUE PASSOU

       
        Tive um Carnaval especial. Já vivi muitos Carnavais, dos mais variados tipos: em casa, pela TV, no Sambódromo do RJ, de São Paulo, na praia, na montanha, no exterior... Mas este foi realmente especial.
        Fui fazer um curso relacionado à minha profissão, num retiro de dez dias.
       O lugar é mágico: sem TV, rádio, tumultos, comércio, etc. . Em meio as montanhas, cada dia a paisagem tomava uma nova cor. Barulho? Nenhum. Apenas as aves, as cigarras, os cães e todos os sons que um sítio pode ter.
        Novos amigos – quer dizer, apenas esquecidos até serem reencontrados, porque saímos de lá com a certeza de já termos feito muita coisa juntos. Pessoas de luz, muita luz.
        Abraços longos, confidências como só fazem os velhos conhecidos, simplicidade, pé no chão, comida natural, nenhuma preocupação. Como se o resto do mundo não existisse. E realmente não existia. Essa era a proposta. Estávamos lá, reunidos “por acaso” para pensarmos em nossas vidas. Cada um na sua, bem entendido e importante.
       Às vezes enxergamos melhor de longe. Viciados em viver na correria do dia a dia que traga nossos desejos, nossa essência, vamos nos esquecendo de como realmente somos. E vamos perdendo tempo em coisas tão pequenas, que parecem gigantescas.
       Tudo é o que é. Simples. Cabe a nós olharmos pessoas e situações com os olhos da alma. Difícil, mas não impossível. E nesse exercício diário, vamos entendendo coisas que parecem obvias, como “cada um dá o que tem e não o que esperamos/queremos”; algumas pessoas vivem numa vibração de rancor, de maledicência, de insatisfação com tudo e todos. Apenas ainda não aprenderam a amar a si mesmas. E o mais importante: a perdoar. Em primeiro lugar a si mesmas.
       Contemplando a natureza e fazendo parte dela, fomos aprendendo dia a dia a viver com simplicidade, um dia de cada vez. E quando amizades profundas se formam a nosso redor, a lição é mais rapidamente aprendida.
       No retorno, não tão fácil, mas necessário, viemos cantando estrada afora. E presenteando cada um que amamos com nossa música. E ligamos para cada um que vinha a nossa lembrança (e para aqueles que já não se encontram entre nós, também cantamos, porque sabemos que a alegria de nossos corações ultrapassava céu, terra e mar).
       Importante frisar que nenhuma religião permeou toda essa experiência, mas sim a confiança que temos no Plano Maior. E nada foi motivo de discussão, apenas de mais e mais conversa, mais almoços e jantares, fogueira e música, beija-flores, louva a Deus, perfume de flor, abraço amoroso, sono tranqüilo.
       A cidade voltou, a rotina também, mas ao meu redor nada é mais do jeito que deixei quando parti. É melhor.
       Obrigada meus queridos velhos amigos, obrigada por vocês estarem em meu caminho. È impossível descrever a força do amor que sentimos, não é mesmo? Todo o resto é infinitamente pequeno, porque fizemos um caminho juntos de volta à paz. E isso muitos levam uma vida inteira para conseguir. Às vezes sem sucesso.
       Nossos corações estão em festa e o que é melhor: já sentimos o efeito dessa energia a nossa volta. E nada melhor do que fazermos a nossa parte neste mundo! E como se não bastasse, sabemos que estamos juntos e existem outros como nós: em amor, em luz!






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