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sábado, 23 de janeiro de 2010

OBRIGADA!



Hoje faz uma semana do casamento. O casal está em lua de mel e tenho certeza que essa é só uma continuação da vida que eles já vinham tendo juntos. Só o cenário que é bem diferente... Voltam em fevereiro!

 
Mas o que quero comentar aqui é sobre a festa.

Festas de casamento em geral, são ótimas para reencontrarmos pessoas que por uma razão ou outra não víamos há muito tempo.

Nesse dia em especial, eu estava MUITO FELIZ! Claro, chorei o dia todo para não dar aquele vexame no altar... Mas meu choro era pura emoção... Pra exemplificar, tive que fazer uma compra de última hora e quando cheguei à loja, pedi à vendedora o que queria. Ela pediu maiores detalhes e eu expliquei que era para o casamento da minha filha naquela noite. Ela, sorridente, me pegou pelo braço e disse:

“- Nossa, mas você está muito bem, animada! Nem parece mãe de noiva!”

Eu respondi: “Ok, só não toque muito em mim senão vou chorar... Estou sensível...” E ela: “Imagina, você está ótima!”

Perguntei: “Você tem filhos?” – Ela: “Claro, tenho dois que já casaram!”

Eu: “Pois é, esta é minha única filha!” – Ela encheu os olhos de água e me abraçando, falou: “Ah, nem me fale... Eu já teria me desmanchado toda!” – E assim demos um show na loja, de onde saí parabenizada por clientes, vendedoras, gerente.

Emoção que se repetiu quando abraçada com o pai da Gabi, relembramos toda a trajetória de nossa menininha: o nascimento cercado por toda a família, afinal ela foi a primeira neta, sobrinha e filha! Os primeiros passos, a papinha, o primeiro dia na escola, a primeira viagem, e tantos outros primeiros! E agora estávamos ali juntos, fechando um ciclo e nos sentindo vitoriosos, com a certeza personificada de que cumprimos nossa missão até o momento.

O mais importante é que pudemos compartilhar com família e amigos, os abraços, os sorrisos, enfim, toda nossa alegria.

Pude reencontrar pessoas muito importantes para mim, que a vida acabou levando pra longe – não é Lu? – e que pudemos continuar nosso papo como da última vez que nos vimos, ou seja, de coração para coração.

Conheci pessoas fantásticas, como a Geórgia, o Edu e o Nando que não mediram esforços para que TUDO fosse exatamente como os noivos sonharam. Marcelo e Dinho: o carinho que já tínhamos por vocês apenas se transformou em amor. A todos vocês, OBRIGADA! DE CORAÇÃO.

Aos noivos deixo o vídeo acima. A letra dispensa comentários!





PS: A você que está além mar, divagando sobre o alfabeto e particularmente com a letra "C" - CARA DE PAU, por exemplo, agradeço a homenagem linda aos noivos e deixo também um vídeo sobre bons tempos! Obrigada! E você tem razão, nada poderá ser como antes. Apenas melhor.






sábado, 16 de janeiro de 2010

GABI E SÉRGIO



Os últimos dias têm sido tomados das mais variadas recordações. Interessante perceber como a memória é prodigiosa quando o assunto é afetivo!!!


 
Creio que a primeira delas foi o fato de que lembro exatamente o momento em eu você foi gerada! Não sei se te contei isso algum dia, mas naquele momento que senti mágico, fui cercada de muita luz e comentei com seu pai: fiquei grávida... E ele espantado: “Imagina, enlouqueceu? Como você pode saber disso?” – Nem eu mesma soube explicar, mas tive a certeza confirmada nove meses depois. Demos a você o nome de Gabriela, uma homenagem a seu avô, meu pai. Como nada é por acaso, soube bem depois que o significado de seu nome é: “enviada de Deus”. Estava explicada aquela luz que pareceu descer do céu...

Acompanhar seu desenvolvimento não foi uma tarefa fácil, porque eu, mãe jovem, também me via em crescimento! Além disso, descobria ao mesmo tempo as responsabilidades do trabalho, da faculdade, acumulando funções e aprendendo a duras penas, a lidar com uma imensidão de sentimentos.

Naquela época, logo após seu nascimento, te escrevi um texto que nunca te dei pra ler, com minha velha Remington, de tantas glórias. Nada melhor que o dia de hoje para dá-lo de presente a você:



“Quando Gabriela nasceu, eu tinha apenas dezoito anos. Para mim, aquele bebe que crescia dia a dia em meu útero, enchia-me de alegria e de vida.

Com o passar dos meses, passei a perceber que podíamos nos comunicar sem mesmo ela ter nascido. Com seus movimentos eu percebia quando algo lhe incomodava ou não e desde esse momento comecei a exercer meu papel de mãe, fazendo o possível para que ela se sentisse bem. Assim, tínhamos uma “linguagem secreta”, que a cada dia me mostrava o quanto precisávamos uma da outra.
 

Seu nascimento foi ao mesmo tempo a realização de um sonho, motivo esse de muitas alegrias e também o começo de uma nova fase em minha vida. Gabriela nasceu no dia de Santo Antonio, bonita e forte, o que continua a ser até hoje motivo de orgulho para toda a família.

 
Mas de repente eu, uma menina também, que mal havia acabdo de entrar na faculdade, assumia um outro papel: o de mulher e mãe.
 

Como sou filha única, não tinha prática com crianças. Mas, o mais importante é que naquele momento eu começava a perceber que isso não me atrapalhava em nada. A prática que eu não tinha, vinha do fundo do meu coração, por instinto. Lógico que ás vezes eu tinha dúvidas, mas nessas horas eu encontrava o apoio do meu marido e também dos avós. Graças a esse instinto maternal, eu ia descobrindo os desejos e necessidades da minha filha e mais uma vez uma nova linguagem se estabelecia entre nós.



Os meses vão passando, Gabriela está crescendo e a cada dia fazendo novas descobertas. O primeiro sorriso, o bater de palminhas, o poder engatinhar investigando no chão algo que eu nunca havia notado, o primeiro passinho, vão gradativamente me enchendo de alegria e orgulho.



Através dela, da minha pequena Gabi, sinto que também estou crescendo e descobrindo o mundo, junto com ela. Às vezes, quando passo por momentos ruins, é nela que encontro forças para ultrapassar as dificuldades. Esqueço as lágrimas e a vejo correr para mim, com os bracinhos abertos e um sorriso lindo. Então, dou-lhe um abraço bem forte e sinto que apesar do trabalho, toda a responsabilidade que aprendi a ter para com ela e que vale a pena, são esses momentos em que um pinguinho de gente de apenas um ano, me faz sentir com muito orgulho, a pessoa mais feliz do mundo.”



Quantas coisas aconteceram desde então, não é filha?



Apesar de algumas coisas não terem sido como sonhamos, estamos juntas.



Hoje é o dia de seu casamento. Claro que me conhecendo muito bem, você sabe que o teclado já está encharcado de lágrimas. Meu coração está feliz por você e pelo meu querido genro. Obrigada Sérgio por você fazer minha filha tão feliz e cuidar tão bem dela. Vejo seu olhar amoroso, seu coração sincero e sua bondade imensa. Que a vida de vocês seja repleta de momentos mágicos como o que aconteceu quando ela foi gerada.

 

Gabi, obrigada. Uma etapa de minha vida termina hoje e outra começa. Você continua sendo motivo de alegria e muito orgulho para todos nós. Caminhe, vá em frente com seu marido e continue perseverante como tem sido.



Eu, sua mãe, estarei sempre aqui, sempre. Tenha certeza. Eu te amo, muito. Sérgio, você passa a ser o filho que eu não tive. E meu coração está repleto de amor e orgulho por você fazer parte de minha história!

Amor, amor, amor! É o desejo mais profundo para todos os passos do novo caminho!


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