Existem momentos em nossas vidas que mesmo que durem um segundo ou horas são eternizados tanto na memória quanto em nossos corações. Podem ser bons ou ruins, mas o efeito que eles têm sobre a vida de cada um talvez seja o mesmo da chegada da primavera ou do inverno. Ontem pude vivenciar um desses momentos e privilegiada que fui, de rara beleza. Já senti algumas vezes a sensação de que se o mundo acabasse em determinado segundo, eu morreria feliz. Com o coração pleno, diante, por exemplo, do êxtase de rever uma amizade que há muito não via, do cheiro do café pela casa, de ser recebida com a alegria do meu cachorro, de deitar no travesseiro com a paz de “missão cumprida”, de receber e dar um abraço onde as almas se encontram, não apenas os corpos... Ontem, pude estar em meio a pessoas novas, todas na mesma sintonia. Tudo isso tendo como pano de fundo, uma mesa de bar, um banquinho e um violão (além do cavaquinho, é claro).
Muitas vezes não conseguimos entender o amor, mas garanto que o melhor é senti-lo. Principalmente quando ele emana de coisas simples e toma conta de todo o ambiente, de todos os presentes. E agora estou falando de música. Daquela que é feita e tocada com o coração, da troca de energia que o artista faz com seu público, no prazer indescritível vivido naquele momento, quando sentimos que nosso coração se renova, nosso espírito se eleva e nossa vontade é apenas de agradecer.
Ontem, vivi um desses momentos para sempre eternizados. E ouvi, com o coração, ajoelhada em espírito, com a sensação de que era a pessoa mais feliz do mundo por simplesmente estar ali, viva, participando de um verdadeiro banquete musical.
Valeu Poeta, você mora aqui, no meu coração, por ser simplesmente você. Obrigada!
