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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

PRA VOCÊ, POETA

Existem momentos em nossas vidas que mesmo que durem um segundo ou horas são eternizados tanto na memória quanto em nossos corações. Podem ser bons ou ruins, mas o efeito que eles têm sobre a vida de cada um talvez seja o mesmo da chegada da primavera ou do inverno. Ontem pude vivenciar um desses momentos e privilegiada que fui, de rara beleza. Já senti algumas vezes a sensação de que se o mundo acabasse em determinado segundo, eu morreria feliz. Com o coração pleno, diante, por exemplo, do êxtase de rever uma amizade que há muito não via, do cheiro do café pela casa, de ser recebida com a alegria do meu cachorro, de deitar no travesseiro com a paz de “missão cumprida”, de receber e dar um abraço onde as almas se encontram, não apenas os corpos... Ontem, pude estar em meio a pessoas novas, todas na mesma sintonia. Tudo isso tendo como pano de fundo, uma mesa de bar, um banquinho e um violão (além do cavaquinho, é claro). Muitas vezes não conseguimos entender o amor, mas garanto que o melhor é senti-lo. Principalmente quando ele emana de coisas simples e toma conta de todo o ambiente, de todos os presentes. E agora estou falando de música. Daquela que é feita e tocada com o coração, da troca de energia que o artista faz com seu público, no prazer indescritível vivido naquele momento, quando sentimos que nosso coração se renova, nosso espírito se eleva e nossa vontade é apenas de agradecer. Ontem, vivi um desses momentos para sempre eternizados. E ouvi, com o coração, ajoelhada em espírito, com a sensação de que era a pessoa mais feliz do mundo por simplesmente estar ali, viva, participando de um verdadeiro banquete musical. Valeu Poeta, você mora aqui, no meu coração, por ser simplesmente você. Obrigada!
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