terça-feira, 5 de agosto de 2008

SE JOGUE!

Hoje tive mais um exemplo do quanto não expressamos nossos sentimentos para as pessoas que nos cercam. E quanto mais perto, pior. Isso mesmo que você leu. Ouço inúmeros exemplos de como é difícil conversar com pai, com mãe, com filhos e por aí vai. Será que nos empenhamos mais em ser simpáticos, agradáveis, cultos, com aqueles que podem nos possibilitar vantagens? Cruel, mas muito comum. Puxar o saco do chefe, contar vantagem para os amigos, mostrar versatilidade cultural em qualquer ambiente é relativamente fácil. Complicado mesmo é chegar em casa e abraçar a mãe, o pai, os avós, os filhos. Para esses geralmente o tempo é exíguo. Tempo? Ou vontade? "Ah, mas ele (a) nunca faz isso comigo..." E daí? Você não pode começar um novo tempo? Mais uma vez a impossibilidade de amar e ser amado por escolha. Por que perder tempo em demonstrar amor? "Mas podem pensar que eu quero alguma coisa, afinal não é do meu feitio demonstrações de carinho..." Ora, que pensem o que quiserem. O livre pensar é só pensar! Nunca soube de alguém que passou mal por demonstrar afeto. Também nunca soube que isso causa algum efeito colateral. Muitas vezes trabalhamos com pessoas durante anos. São nossos companheiros de labuta, da pressão do chefe, do salário no final do mês, dos dramas do escritório, e mal sabemos de sua vida. Certa vez, eu trabalhava com determinado grupo de profissionais que se conheciam há anos. Durante uma atividade onde cada um devia falar de si mesmo, uma dessas pessoas contou que daqui há poucos dias faria uma complicada operação neurológica, tendo que se afastar do trabalho por alguns meses. A comoção no grupo foi geral porque até aquele momento NINGUÉM sabia! Mas por que ela não contou? Porque ninguém tinha tempo de falar sobre si mesmo, afinal "tempo é dinheiro". Quando ouvi essa história imediatamente pensei em como o pecado mora dentro de casa e não ao lado... SE JOGUE! Mesmo que você pense que o outro não verá seu gesto... Mude a história!

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