domingo, 14 de setembro de 2008

AMBIVALÊNCIAS

Hoje li um artigo sobre as cartas deixadas pelo escritor João Guimarães Rosa (Grande Sertão Veredas) para sua esposa Aracy. Perto de completar cem anos, ela sofre do Mal de Alzheimer, mas o grande amor que vivenciou com João, ficará para sempre estampado em longas cartas de amor. Ara, como era chamada pelo marido, foi o segundo casamento dele. Jeito de atriz internacional, beleza de vedete, inteligência feminina avassaladora para a época, tinha segundo ele “uma boquinha para ser beijada”, dentre outros elogios. Segundo amigos e conhecidos do casal, os dois compartilhavam tudo, inclusive a leitura dos rascunhos dos livros de Guimarães, bastando citar que “Grande Sertão Veredas”, sua obra máxima foi dado e não apenas ofertado, segundo o próprio autor para Aracy. Um amor que ficará para a Eternidade, do tamanho do legado deixado pelo escritos. Por outro lado, li também um caso onde um leitor queixava-se de que sua esposa quer fazer amor a toda hora. O psicanalista responsável em responder essa missiva disse que isso é perfeitamente normal, pois nada impede que uma mulher tenha mais desejo sexual que este ou aquele homem – e vice-versa. Que a convivência acaba por trazer cumplicidade, confiança, conversa, troca de olhares, pensamentos e inúmeras coisas boas, mas que com o tempo qualquer mulher passa a ser vista por qualquer homem como uma simples “paisagem”. Será?

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