terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O CARNAVAL QUE PASSOU

       
        Tive um Carnaval especial. Já vivi muitos Carnavais, dos mais variados tipos: em casa, pela TV, no Sambódromo do RJ, de São Paulo, na praia, na montanha, no exterior... Mas este foi realmente especial.
        Fui fazer um curso relacionado à minha profissão, num retiro de dez dias.
       O lugar é mágico: sem TV, rádio, tumultos, comércio, etc. . Em meio as montanhas, cada dia a paisagem tomava uma nova cor. Barulho? Nenhum. Apenas as aves, as cigarras, os cães e todos os sons que um sítio pode ter.
        Novos amigos – quer dizer, apenas esquecidos até serem reencontrados, porque saímos de lá com a certeza de já termos feito muita coisa juntos. Pessoas de luz, muita luz.
        Abraços longos, confidências como só fazem os velhos conhecidos, simplicidade, pé no chão, comida natural, nenhuma preocupação. Como se o resto do mundo não existisse. E realmente não existia. Essa era a proposta. Estávamos lá, reunidos “por acaso” para pensarmos em nossas vidas. Cada um na sua, bem entendido e importante.
       Às vezes enxergamos melhor de longe. Viciados em viver na correria do dia a dia que traga nossos desejos, nossa essência, vamos nos esquecendo de como realmente somos. E vamos perdendo tempo em coisas tão pequenas, que parecem gigantescas.
       Tudo é o que é. Simples. Cabe a nós olharmos pessoas e situações com os olhos da alma. Difícil, mas não impossível. E nesse exercício diário, vamos entendendo coisas que parecem obvias, como “cada um dá o que tem e não o que esperamos/queremos”; algumas pessoas vivem numa vibração de rancor, de maledicência, de insatisfação com tudo e todos. Apenas ainda não aprenderam a amar a si mesmas. E o mais importante: a perdoar. Em primeiro lugar a si mesmas.
       Contemplando a natureza e fazendo parte dela, fomos aprendendo dia a dia a viver com simplicidade, um dia de cada vez. E quando amizades profundas se formam a nosso redor, a lição é mais rapidamente aprendida.
       No retorno, não tão fácil, mas necessário, viemos cantando estrada afora. E presenteando cada um que amamos com nossa música. E ligamos para cada um que vinha a nossa lembrança (e para aqueles que já não se encontram entre nós, também cantamos, porque sabemos que a alegria de nossos corações ultrapassava céu, terra e mar).
       Importante frisar que nenhuma religião permeou toda essa experiência, mas sim a confiança que temos no Plano Maior. E nada foi motivo de discussão, apenas de mais e mais conversa, mais almoços e jantares, fogueira e música, beija-flores, louva a Deus, perfume de flor, abraço amoroso, sono tranqüilo.
       A cidade voltou, a rotina também, mas ao meu redor nada é mais do jeito que deixei quando parti. É melhor.
       Obrigada meus queridos velhos amigos, obrigada por vocês estarem em meu caminho. È impossível descrever a força do amor que sentimos, não é mesmo? Todo o resto é infinitamente pequeno, porque fizemos um caminho juntos de volta à paz. E isso muitos levam uma vida inteira para conseguir. Às vezes sem sucesso.
       Nossos corações estão em festa e o que é melhor: já sentimos o efeito dessa energia a nossa volta. E nada melhor do que fazermos a nossa parte neste mundo! E como se não bastasse, sabemos que estamos juntos e existem outros como nós: em amor, em luz!






5 comentários:

Veronica Kraemer disse...

carla, eu senti esta energia agora e fiquei emocionada!!! Que delícia!!!
Beijão com saudades
Vero

Robson Schneider disse...

É isso Carla! nada como redescobrir velhos amigos.O emocionante disso é perceber que os anos voam e quando os reencontramos parece que nos vimos ontem... isso é imensurável!
bjo querida nova amiga!

Dama de Cinzas disse...

Ter amigos é tudo!

Beijocas

ML disse...

Que Carnaval perfeitíssimo, Carlinha!

No ano que vem, repete a dose.

bjnhs

Alice disse...

Há algum tempo eu não viajo. Já aconteceu de eu estar male os problemas foram junto comigo. Voltar para casa, pro meu canto, foi um alívio.
Bjs