Toda história tem seu preço, tem seu começo, o seu dito. É só virar do avesso, ler o que está subscrito.(Gilberto Telles)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
MORTE
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
O OURO E A MADEIRA
Ampliar os horizontes requer perseverança.
Existem momentos em nossa vida que insistimos em perder tempo. Falo de perder tempo com pessoas. Mesmo que uma voz interior GRITE para nossa consciência ouvir, mesmo que o aperto no peito seja cada vez maior, mesmo que nos percebamos sem brilho a cada dia. Falta sinceridade conosco.
Por que insistimos? Que força é essa que damos a alguém que é tão ou mais faltante do que nós??? Quantas vezes já não nos pegamos pedindo colo a quem não tem pra nos dar?
Sempre acredito na vida. Não acredito em pecados, forças ou leis morais criadas pelos homens, mas sim naquela que fala diretamente ao coração. Na força que nos impede de fazer mal a alguém em qualquer circunstância.
Algumas pessoas preferem seguir um script para verem e serem vistas como “boazinhas”, cumpridoras de seus deveres. Infelizmente cumprir tabela não é tudo; “treino é treino, jogo é jogo”.
A vida insiste em nos mostrar qual o melhor caminho a seguir. SEMPRE, sem dúvida. Não passamos por ela como tábulas rasas. Apenas nos esquecemos (às vezes por longos anos), do quanto somos capazes de dar colo a nós mesmos, do quanto já acumulamos em sabedoria, experiência e amor.
Se encontrarmos com quem compartilhar tudo isso, sem cobranças, mas apenas com o intuito de fazer a massa levedar ainda mais, somos privilegiados. E não podemos esquecer-nos de AGRADECER por isso. Se ainda não encontramos, que pelo menos não insistamos em querer o que, claramente, não é pra nós.
Embora muitos possam não acreditar, há momentos na vida que não existe o que possamos fazer por esse ou aquele; se não desejarmos o mal, já está de bom tamanho. Não adianta querer mudar quem quer que seja. O caminho é inverso: a mudança está em nós, não nos outros.
O vídeo é antigo, a música mais ainda. Mas o refrão é pra sempre:
“O ouro afunda no mar,
Madeira fica por cima.
Ostra nasce no lodo,
Gerando pérolas finas.”
O mundo é vasto e a vida, ora, é linda!
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
PRA LEMBRAR QUE VALE A PENA
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
PARA PAIS DE VERDADE
domingo, 9 de agosto de 2009
RASCUNHOS
Penso que escrever seja muitas vezes mais forte que um soco que possamos dar. As forças das palavras são imensuráveis. Sim, escrevi as forças inconscientemente e no segundo seguinte parei pra pensar: realmente uma só palavra pode ter muitos tipos de forças – ou fraquezas. Muitas vezes as palavras são como extensão de nosso braço. Com elas podemos chegar a lugares não imagináveis, falar com desconhecidos ou pessoas distantes, matar saudades, colocarmos pra fora aquilo que vai em nosso coração – seja bom ou mau.
Acredito que tenho muito que fazer neste mundo ainda, embora às vezes tenha dúvidas sobre se estou ou não no melhor caminho. Imediatamente caio na real e percebo que o caminho – seja ele qual for – foi escolhido por mim. Sim, há muito tempo tenho consciência de minhas escolhas, o que fez a minha saúde mental e física melhorar muito. Ainda me pergunto por que algumas pessoas complicam tanto coisas tão simples como amar, amar, amar... É, também acredito que o amor e só ele, nos liberta de muitas prisões. E tento fazer isso de muitas maneiras. O trabalho escolhido é uma das formas. Mas ainda sinto que posso fazer mais. Sem demagogia, sem arrogância, apenas uma vontade imensa de aproveitar a vida. Detesto perder tempo. Não tolero atrasos – a não ser aqueles que acontecem ao acaso: trânsito intenso, alagamentos, problemas de morte... Fora esses, todos os outros me fazem perder tempo.
Tenho uma pessoa amiga que sempre me disse que sou uma “fazedora”. E eu sempre respondo que nem tanto, porque quando não sei o que fazer, eu aguardo. Ou melhor, observo. Atentamente o mundo à minha volta. Fervorosamente, obstinadamente. Porque também aprendi que certas coisas não dependem de mim. Se já fiz o que julguei possível, se já lutei até onde meu braço alcançou e o final não apareceu, espero. Sim, porque o tempo é implacável, embora nem sempre concordemos com os desfechos que a vida nos apresenta.
Sempre gostei de escrever e nunca fiz um rascunho em minha vida – creio não saber fazer nem se me pedirem, porque a escrita é visceral pra mim. E a vida também.
Escrevendo agora me dei conta de uma coisa sobre os rascunhos: talvez eu não admita “fazer de conta” que escrevo, que vivo. É isso mesmo. Me deparo com muitos exemplos de quem deixa a vida passar e vive aos trancos e barrancos lutando contra isso ou aquilo. Na verdade lutam contra sua própria natureza, pois é mais fácil adaptar-se a padrões esperados que ser autêntico consigo mesmo...
Creio que finalmente entendi porque nunca fiz rascunhos... E só tenho a agradecer por isso.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
CARA DE PAU
